Estou meio sem tempo d’escrever. Faculdade, trabalho, trabalho, trabalho, faculdade. É a vida, c’est la vie. Bem, o q’escrevo aqui geralmente são pensamentos frutos de aprendizado. Lições (?) q’eu aprendo com meus erros ou erros de amigos e pessoas próximas. E com acertos também. E muita observação.. Ultimamente observei muitos casais se desfazendo.. muitos, acima da média.

Geralmente os motivos são os clichês.. brigas, etc. Mas algo me chamou a atenção, sempre havia uma terceira pessoa. Às vezes, quarta e quinta (é, quinta!). Nestes casos, um eventual ciúme do parceiro ‘injustiçado’ seria necessário? Se o parceiro deixado se fizesse de ciumento desde o início, poderia impedir o fim da relação?

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Algo me diz que alguém aí vai sobrar.. 


Quando duas pessoas se amam ou estão apaixonadas, se gostam e ponto. Nada pode interferir no sentimento. Se fulano gosta de fulana não importa se duzentas garotas derem em cima dele, ele não dará bola. E vice-versa. Se alguém se balança com o aparecimento d’outra pessoa é porque talvez sua paixão não seja tão grande e a ponto de sustentar a relação. Costumamos nos deslumbrar com pessoas novas q’entram em nossas vidas (ou antigas que mudam repentinamente a maneira de agir), mas se nosso sentimento é forte, nada abala nossa relação amorosa.

O ciúme é saudável e até bom numa relação, desde que na dose certa. Nem muito, nem pouco. Nesses casos ele se faz necessário, pois é uma reação instintiva, parte de nosso subconsciente e visa a manutenção da relação, e a posse da pessoa. Falando assim parece egoísmo, falar de posse. Mas o ciúme é um sentimento possessivo, sentimos ciúme não só de pessoas mas de objetos e bens materiais. E sentimos ciúmes apenas de coisas que nos pertencem ou gostaríamos que nos pertencessem.

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Ao sentirmos ciúmes agimos como.. crianças!

Se alguém está insatisfeito na relação, tende a abandoná-la na primeira oportunidade visível. Neste caso, a terceira pessoa pode ser apenas uma desculpa para pôr fim em uma relação. Uma desculpa para a consciência da pessoa que vai rompê-la, um motivo. E não, não estou falando de traição. Em nenhum dos casos que presenciei houve traição. Havia apenas um desinteresse pelo parceiro, e um pequeno interesse em outra pessoa, o que desestabilizou a relação e pôs fim na mesma. Não houve sequer uma insinuação por parte da terceira pessoa, apenas aproximação.

Devemos culpar essa terceira pessoa? Ou agradecê-la? Fico na dúvida. Podemos culpar qualquer pessoa que se insinue para alguém q’esteja comprometido. Essa pessoa pode acabar com uma relação. Mas, se a relação acabou por isso é porque não era algo verdadeiro, era superficial e por isso acabou. Podemos então agradecer essa pessoa por evitar um sofrimento maior, visto que o casal estava perdendo tempo mantendo o relacionamento.

É como se este fosse uma fachada de vidro e a terceira pessoa apenas atirou uma pedra, destroçando a fachada e o relacionamento. Culpá-la por atirar a pedra ou agradecê-la por mostrar que o vidro era muito fino? Às vezes, pequenas pedrinhas quebram a fachada. Se a relação for firme, a fachada será indestrutível e nem mesmo grandes pedras poderão quebrá-la. E se eu fosse parte do casal, culparia a terceira pessoa, como qualquer um. Culpar os outros por nossos erros (mesmo que tenham errado também) é muito mais simples do que admiti-los, e sou humano né.

Thiago dos Reis promete voltar a escrever e pensa que um é pouco, dois é bom e três é demais.