Um Começo…
Estradas, jaqueta de couro e um carro… É um belo começo;
5/11/2008 -Há algum tempo recebi um PowerPoint, desses que recebemos por e-mail, com coisas de amor, religião, piadas e tudo mais…

Ele contava uma historinha sobre ação/reação. No entanto, usava um exemplo de uma tábua de madeira. Um menino devia pregar um prego na tábua de madeira toda vez que sentisse vontade de ser agressivo com alguém. Depois de um tempo, sua tábua estava cheia de pregos… Enfim, depois eu conto o final da história.
Esses dias, numa conversa, acabei usando um exemplo parecido. Como o exemplo ficou bom, criei uma teoriazinha. No diminutivo mesmo, pois não é grande. Trata-se de mágoas, amor, relacionamentos e tudo isso. Trata-se da Teoria da Madeira, e até aceito outras sugestões de nomes… Vamos lá!

Olha aí a tábua e o prego… Será que vai doer?
Nossos sentimentos são como uma tábua de madeira. Sempre que conhecemos alguém, é como a madeira que entra em contato com um prego. Os pregos vão sendo martelados em nós, como na madeira. Aos poucos, os pregos adentram a madeira. A cada martelada, até que entram completamente na madeira. São como os amores. A maioria é superficial no início, mas vão se aprofundando, aprofundando, até que permanecem. Alguns duram pra sempre.
Também tem aqueles pregos que conseguimos pregar com uma martelada. Eles perfuram a madeira com uma velocidade impressionante, quase inacreditável. Como alguns amores que vêm repentinamente. A pessoa entra em nosso coração com tal velocidade que quando nos damos conta, ela já está lá. Mas às vezes, ao tentar uma martelada certeira, erramos o alvo e aí acabamos machucando a madeira. Acontece, e acabamos nos machucando. Amor machuca.
Às vezes você erra uma martelada quando o prego já está pela metade na madeira, e então o prego entorta. Às vezes isso danifica a madeira, e aí nos machucamos. Quem nunca sofreu com isso? Alguém que já gostamos acaba nos machucando, e então temos duas opções: tentar desentortar o prego ou retirá-lo. Ah, como dói. Sempre que retiramos um prego, sua marca fica na madeira. As marcas das marteladas erradas também ficam para sempre. Mas pior é quando tentamos desentortar um prego torto. Geralmente erramos várias marteladas e danificamos toda a madeira ao redor do prego, e mesmo assim ele não desentorta. Danos que jamais serão consertados.

E ficamos mais ou menos assim…
Toda vez que retiramos um prego, sua marca fica na madeira. São as marcas que as pessoas fazem em nós. Nossos sentimentos são como a tábua cheia de pregos do menino. E toda vez que gostamos de alguém, um prego novo é pregado. Às vezes custa muito retirar um prego, às vezes ele se gruda na madeira e fica impregnado. Quando o retiramos, a madeira se danifica mais ainda. Fica um buraco. Quem nunca sentiu um vazio após perder alguém?
A teoria é simples, até me estendi um pouco na sua descrição, pois sua compreensão é simples. É uma analogia entre o coração e uma tábua de madeira. No final da historinha do menino de da tábua, foi-lhe pedido que retirasse os pregos das tábuas. E então, ele notou que a tábua estava agora cheia de buracos. E então vem a moral da história, que diz que toda vez que ofendemos alguém é como se pregássemos um prego numa tábua de madeira. A marca fica pra sempre, visto que as palavras são como flechas atiradas, uma vez ditas não voltam atrás.
Thiago dos Reis deveria fazer um curso de marcenaria, seus pregos dificilmente ficam na madeira.
Update: Pior ainda é quando a gente tenta colocar um prego num buraco em que estava outro prego. Quase sempre dá errado. hahaha!
Algumas pessoas deixam buracos gigantescos. E quando saem, machucam, muito, muito, muito.
A madeira em volta fica toda lascada, toda ferrada.
By: Thiago dos Reis on July 12th, 2008
at 7:51 pm
Confesso q o texto ficou sensacional
foi a taoria mais simples e completa que ja vi
Parabéns
By: Rafael Galvão on July 12th, 2008
at 8:02 pm
Que incrível!!!!
Excelente texto…
Coincidências NON ECSISTEN…
Se eu não tivesse lido ANTES eu não iria
acreditar…
Estou pasmada!!!
Inexplicável!!!
By: Jessica on July 13th, 2008
at 12:11 pm
[...] Saudade Um vazio imenso. Um pedaço do coração arrancado. Se precisasse fazer uma analogia com a Teoria da Madeira, diria que um bom pedaço da tábua foi lascada. Quando alguém querido nos deixa de repente, a [...]
By: Espelhando - Refletindo a realidade! » As Flores de Plástico Não Morrem? on July 16th, 2008
at 5:19 am
Esta tua teoria tem muita lógica fiquei impressionada.No amor é assim mesmo qunto mais intenso maior é o buraco e muito mair é o estrago que causa com a perda.
By: crisolita da-luz sousa on July 23rd, 2008
at 4:22 pm