Relacionamentos Zumbis
Posted by Thiago dos Reis on 11 Apr 2008 at 04:44 am | Tagged as: Análises, Espelhando
No começo tudo são flores. El’est’apaixonado, ela também. Um morre de amores pel’outro e isso parece eterno. Depois a paixão esfria, nasce um sentimento diferente, é o início do amor.. Aí começam as brigas.. Discussões e mais discussões, brigas bobas e, por fim, o término. Primeiro pensam em dar um tempo, então voltam e, por fim, tudo acaba.
A paixão é como uma flor. Ela é linda, maravilhosa, embeleza a paisagem, mas vive pouco e logo murcha, sem vida. A paixão dura pouco mas é o combustível para o começo d’um relacionamento. O desafio de cada casal é transformar esse sentimento em amor antes que a paixão murche. E quando digo amor, falo de amor, não confundam amor com paixão.

Você consegue distinguir o casal feliz dos zumbis?
A verdade é que a maioria absoluta dos casais não conseguem essa façanha, e os relacionamentos acabam. Acabam insistindo num erro, tornando a relação um círculo vicioso onde o final dificilmente é feliz. Se um casal começa a brigar constantemente, algo está errado. Só uma boa conversa pode resolver. Mas é disso que nós, homens, temos medo: discutir a relação.
Discutir a relação é algo que pode parecer medonho, mas às vezes é necessário, e até fundamental. Cada um expõe sua visão e diz o q’espera d’outro. Se os dois tiverem bom senso, certamente chegarão num acordo. Mas que vejo por aí é exatamente o contrário. Casais que pouco conversam e muito brigam. Após as brigas, têm uma rápida conversa, prometem mudar e continuam na mesma.
Pode ser difícil mas é necessário saber quando um relacionamento já acabou. Você sabe que o relacionamento acabou mas vai arrastando, tem medo da verdade, não consegue admitir que falhou (e na verdade, cada relacionamento terminado é um fracasso para os dois). Confundem apego com amor, e por ter se apegado ao parceiro continuam insistindo no erro, perdendo tempo, ganhando dores de cabeça e esticando o sofrimento.
Isto já é ruim, mas também há casos onde nos relacionamos com pessoas que não são nem sombra do que queremos para nós. Pessoas que passam longe do q’imaginamos para nosso futuro. E insistimos nisso, temos medo de admitir q’estamos com a pessoa errada. Talvez seja triste se conscientizar disto, mas certamente é muito melhor do que persistir e perder meses ou anos com a pessoa errada.

Uma luneta pode t’ajudar a ver o fim de uma relação
A paixão nos cega e perdemos a lucidez. Chegamos a confundi-la com amor, acreditar que seremos felizes com a pessoa mais errada possível e nos tornamos seres ingênuos e indefesos, prontos para sermos arrasados a qualquer momento. Temos de tirar as ilusões de nosso subconsciente, focar a realidade e viver no mundo real, com intensidade. Talvez não exista apenas uma pessoa certa, mas com certeza existem milhões de pessoas erradas. Só falta enxergar isso.
Thiago dos Reis não s’ilude, não vive relacionamentos zumbis, tampouco não-zumbis. Pode ser definido como um chato! Um chato lúcido.
Alice Teixeira
Nossa, acho que só venho aqui para dizer: Concordo! Você acabou de expressar exatamente o que eu penso…
Você é minha consciência?!?! (okay, desculpa, piada infame com Procurando Nemo)
Mas enfim, parabéns… se expressou de forma única
Au revoir
Renato Alt
Como li em “O Enigma do Quatro”, o amor vence tudo.
Não nos tem piedade.
Munidos dessa consciência, aprendamos a perceber quantos nos nos servem. Quem sabe, assim, enxergamos que pode vir?
Abraços.
Rafael Galvão
haha um chato lúcido foi ótimo!
o texto ficou perfeito,a primeira imagem tem tudo a ver.
É lamentável que as brigas aconteçam,mas quase sempre são inevitáveis,mas seria realmente o tão falado amor?eu realmente não sei,não sei mesmo!
abraço
Alice Teixeira
OI…
escutei sim…
Tem tudo haver com o que eu estava pensando…
Obrigada pela dica!
ciao!
Thiago dos Reis
Obrigado Alice… um dos objetivos do blog é mais ou menos esse.. dizer aquilo q’está no nosso subconsciente e trazê-lo ao nosso consciente.
:)
larissa
“Talvez não exista apenas uma pessoa certa, mas com certeza existem milhões de pessoas erradas”. Com certeza uma frase sábia. O problema maior, na minha opinião, não é nem as pessoas confundirem paixão com amor. O problema maior é essa urgência, esse desespero de escontrar de uma vez ‘a pessoa certa’.
larissa
“Talvez não exista apenas uma pessoa certa, mas com certeza existem milhões de pessoas erradas”. Com certeza uma frase sábia. O problema maior, na minha opinião, não é nem as pessoas confundirem paixão com amor. O problema maior é essa urgência, esse desespero de escontrar de uma vez ‘a pessoa certa’. E aí, quando não acham, pegam a pessoa errada e criam dentro de si a ilusão de que ela é certa. Mas paciência não é exatamente uma das maiores virtudes do ser humano, não achas?
Bjs!
Guido
Hola meu caro companheiro blogueiro… (pareço até o Lula… Companheiros e companheiras) rsrs
Primeiramente parabenizar pelo ótimo texto.. e em segundo concordar com a larissa…
Bom agora posso me expressar…
Vim aqui dizer que tenho algo a acrescentar do meu ponto de vista… posso estar errado… mas vou deixar que decidam…
Existe tbm aqueles que confudem Tesão com paixão… e em alguns casos essa mesma confusão se torna amor… no meu entender são pessoas inexperientes… não tiveram muitos relacionamentos ou nenhum.. ou então pessoas tímidas que vão acumulando um sentimento atras do outro e em certos momentos de tesão td vem a aflorar.
enfim são pessoas que não recebem muita tensão sexual e quando recebem uma carga o corpo vícia… é como a primeira vez que come um chocolate ou depois de muito tempo sem comer… ou a primeira transa onde vc se entrega de corpo e alma se for uma pessoa querida ao seu lado… essa ultima acontece mais com as mulheres, mas com homens tbm é frequente.
por hj eh só pessoal…
Thiago dos Reis
Guido, falou tudo! E Larissa também!
Essa impaciência, esse desespero por encontrar alguém, como se nossa vida fosse acabar amanhã e precisássemos aproveitar alguém hoje. Isso leva a muitos erros. A probabilidade de acerto cai bastante quando a gente atira pra todos os lados..
E sobre o que o Guido falou.. não tenho nada a acrescentar, ele disse tudo! parabéns!
Vivi
Nossos posts tão falando do mesmo tema…
No seu, a perspectiva do lúcido. Racional.
No meu, a perspectiva broken-heart…
Vou aproveitar a noite de hoje pra me atualizar dos posts antigos por aqui :)
Espelhando - Refletindo a realidade! » Conquista versus Sentimento
[…] Podemos explicar grande parte dos namoros que acabam prematuramente assim. Ele ou ela (ou os dois) estava atraído mais pela conquista do que pela outra pessoa. Quando o desafio foi vencido e o sentimento ficou exposto, mostrou-se pequeno demais para sustentar a relação, e esta acabou. Há também casais que sustentam relações mortas, mas isso não vem ao caso aqui. Tratei do assunto neste post AQUI. […]