No começo tudo são flores. El’est’apaixonado, ela também. Um morre de amores pel’outro e isso parece eterno. Depois a paixão esfria, nasce um sentimento diferente, é o início do amor.. Aí começam as brigas.. Discussões e mais discussões, brigas bobas e, por fim, o término. Primeiro pensam em dar um tempo, então voltam e, por fim, tudo acaba.

A paixão é como uma flor. Ela é linda, maravilhosa, embeleza a paisagem, mas vive pouco e logo murcha, sem vida. A paixão dura pouco mas é o combustível para o começo d’um relacionamento. O desafio de cada casal é transformar esse sentimento em amor antes que a paixão murche. E quando digo amor, falo de amor, não confundam amor com paixão.

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Você consegue distinguir o casal feliz dos zumbis?

 

A verdade é que a maioria absoluta dos casais não conseguem essa façanha, e os relacionamentos acabam. Acabam insistindo num erro, tornando a relação um círculo vicioso onde o final dificilmente é feliz. Se um casal começa a brigar constantemente, algo está errado. Só uma boa conversa pode resolver. Mas é disso que nós, homens, temos medo: discutir a relação.

Discutir a relação é algo que pode parecer medonho, mas às vezes é necessário, e até fundamental. Cada um expõe sua visão e diz o q’espera d’outro. Se os dois tiverem bom senso, certamente chegarão num acordo. Mas que vejo por aí é exatamente o contrário. Casais que pouco conversam e muito brigam. Após as brigas, têm uma rápida conversa, prometem mudar e continuam na mesma.

Pode ser difícil mas é necessário saber quando um relacionamento já acabou. Você sabe que o relacionamento acabou mas vai arrastando, tem medo da verdade, não consegue admitir que falhou (e na verdade, cada relacionamento terminado é um fracasso para os dois). Confundem apego com amor, e por ter se apegado ao parceiro continuam insistindo no erro, perdendo tempo, ganhando dores de cabeça e esticando o sofrimento.

Isto já é ruim, mas também há casos onde nos relacionamos com pessoas que não são nem sombra do que queremos para nós. Pessoas que passam longe do q’imaginamos para nosso futuro. E insistimos nisso, temos medo de admitir q’estamos com a pessoa errada. Talvez seja triste se conscientizar disto, mas certamente é muito melhor do que persistir e perder meses ou anos com a pessoa errada.

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Uma luneta pode t’ajudar a ver o fim de uma relação

A paixão nos cega e perdemos a lucidez. Chegamos a confundi-la com amor, acreditar que seremos felizes com a pessoa mais errada possível e nos tornamos seres ingênuos e indefesos, prontos para sermos arrasados a qualquer momento. Temos de tirar as ilusões de nosso subconsciente, focar a realidade e viver no mundo real, com intensidade. Talvez não exista apenas uma pessoa certa, mas com certeza existem milhões de pessoas erradas. Só falta enxergar isso.

Thiago dos Reis não s’ilude, não vive relacionamentos zumbis, tampouco não-zumbis. Pode ser definido como um chato! Um chato lúcido.