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29th Jul, 2008

Primeiros Estudos Sobre a Perda

Ultimamente venho reflectindo sobre a perda.. Perda de pessoas, relações que terminam. Qualquer tipo de relação afetiva, seja ela de amizade, romance, fraternidade ou qualquer coisa.

primeiros-estudos-perda.jpg

Fiz algumas observações pessoais, algumas reflexões e gostaria de compartilhá-las com vocês.

Desde já, peço desculpas pela brevidade com que relato os fatos e suas análises. Relatei apenas dois casos, pretendo analisar pelo menos mais dois casos em breve, além de aperfeiçoar essas análises. Ao estudar a perda de pessoas importantes e os motivos pelos quais estas pessoas nos deixaram, podemos aprender com os erros e não cometê-los futuramente. Espero que aprendam com meus erros, para que não precisem cometê-los.

Caso 1 - A Flor;

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Foi o tempo que perdeste com tua rosa que a fez tão importante

Eu a amava pela sua juventude. Não, não por ser jovem de idade, mas por ter a grandeza de uma menina. Era uma mulher, engajada, decidida, firme. E ao mesmo tempo uma menina alegre, agitada, bipolar. Ora triste, ora alegre, e eu amava isso nela. Essa juventude desmedida e ao mesmo tempo contida. Contida sim, pois uma mulher não pode ter atitudes infantis, e ela não as tinha. Só às vezes, para me surpreender e me enlouquecer.

Nunca vi ninguém ficar tão empolgada com uma idéia ou um sonho quanto ela. Parecia que vivia os sonhos antes mesmo de realizá-los, o simples ato de sonhar já a fazia feliz, a fazia esquecer de todos os seus problemas —e não eram poucos— e lembrar-se que a vida pode sempre melhorar e que só quem sonha pode realizar. Vivia plantando sementes, mesmo sabendo que provavelmente só colheria os frutos anos e anos mais tarde.

E eu a tinha, como uma rosa numa redoma. Tentava protegê-la, cuidá-la, guiá-la. Mas exigia dela uma sensibilidade que ela não poderia ter. Eu gostava dela por ser jovem e ingênua e exigia uma sensibilidade que as pessoas jovens e ingênuas não têm. E ela reagia negativamente a isso, e a redoma quebrou-se. Eu perdi minha rosa e minha rosa perdeu seu jardineiro mais fiel. Toda a ação gera uma reação.

 

Caso 2 - A Fortaleza;

fortaleza.jpg
Havia um lago em volta da fortaleza, o acesso era difícil

Ela era forte, misteriosa, linda. Todos a viam como padrão de beleza. Se passava por um lugar, não havia quem não olhasse. Não se vestia de maneira provocante, não precisava. Seu andar era sinuoso e ao mesmo tempo simples, insinuante. Não, não era um andar oferecido, não era vulgar, era apenas maravilhoso. E eu gostava dela por isso: era maravilhosa, decidida, soberana.

Ela tinha problemas pessoais. Poucas pessoas sabiam, nenhuma oferecia ajuda. Palavras boas servem de incentivo, é como diminuir a altura dos degraus para que alguém possa subir na vida. Eu oferecia palavras boas, algumas pessoas também. Mas ela não tinha como subir os degraus, estava presa, amarrada, atada. O que ela precisava era apenas de ajuda, uma pequena ajuda.

Sempre me achei sensível aos problemas alheios. Posso até citar uma boa frase, mais ou menos assim: “Todos escutam o que você diz. Os amigos ouvem o que você fala. Os melhores amigos prestam atenção ao que você não diz.“. E eu, mesmo com toda a minha pseudo-sensibilidade não consegui prestar atenção ao que ela não dizia, mas escancarava sutilmente. Aos seus pedidos incessantes por ajuda. Não só eu, ninguém ao seu redor prestou atenção. E então ela se foi, sem despedir-se, sem avisar-nos. Foi-se para nunca mais voltar e só deixou saudade em seu lugar.

Thiago dos Reis pode até errar, mas busca aprender com seus erros.



Responses

sim, sinto o mesmo, e que falta que sinto.

[...] as: Uncategorized Atenção: Isto é um esboço! Atenção²: Até domingo eu termino o artigo Primeiros Estudos Sobre a Perda, com a parte II. E semana que vem começo com as análises detalhadas de cada caso. Espero que [...]

[...] 06:52 am | Tagged as: Análises, Experiências, Lições de Vida Como prometido no texto anterior, Primeiros Estudos Sobre a Perda, deixo abaixo o relato de mais dois casos de perda, acompanhados de uma breve análise dos mesmos. [...]

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