Review Cyanide and Happiness Traduzidos
Esta semana temos o review do blogue Cyanide & Happiness Traduzidos.
17/10/2008 -Como prometido no texto anterior, Primeiros Estudos Sobre a Perda, deixo abaixo o relato de mais dois casos de perda, acompanhados de uma breve análise dos mesmos.

Mais para frente, analisarei a fundo cada caso, não o faço agora pois preciso primeiro introduzi-los para depois espelhá-los aqui.
Caso 3 - A Conversadora

Haja teclado prá tanta conversa!
Eu amava sua companhia. A conversa fluía por horas. Ela tinha a mesma idade que eu, a mesma alegria, a mesma maneira de ser feliz. E contava histórias como ninguém. Perguntar a ela “como foi o seu dia” era a certeza de uma boa história. Até o menor acontecimento tornava-se algo grandioso e engraçado nas palavras dela. Pelo messenger, ela ilustrava sua história com emoticons, tornando tudo ainda mais real.
E eu aprendi a ser como ela, pois amava esse seu jeito. Conversávamos por horas, algumas vezes o dia inteiro passava sem que percebêssemos. E ela tinha um bom gosto musical, bom para os meus ouvidos, é claro. Era eclética, e por isso gostava de tudo o que eu gostava. Passávamos horas cantando quando a conversa acabava. Ela alegrava meu dia, e eu o dela. Eu não enxergava defeitos, tudo o que partia dela parecia perfeito para mim.
E este foi meu erro. Nossas visões de mundo eram completamente diferentes. Nossos objetivos eram distintos, nossos conceitos também. Sufocamos nosso amor até que ele murchasse, acabasse. Sugamos cada energia que ele continha, até que não sobrasse mais nada. Quando o amor acabou, ficaram os defeitos, todos lá, escancarados. Minha bela se tornou uma fera. Uma fera renegada desde então. Um bom início, um excelente meio e um triste fim.
Caso 4 - A Desbocada

Com ela, tudo era uma guerra…
Liberdade! É o que ela desejava. E eu gostava dela por isso. Era desbocada, queria mudar seu mundo para melhor, ser livre e aproveitar a vida. Ficamos amigos pois compartilhávamos o mesmo humor negro e a mesma forma de tratar as pessoas, ou maltratá-las. Ela me admirava por sempre ter argumentos e nunca perder uma discussão. Eu a admirava por ser desbocada e gostava do fato de ela sempre me apoiar nas discussões, não importando se eu estava com a razão.
Tínhamos um círculo social, uma rede de pessoas que gostava dela e não gostava de mim. Porque eu sempre discutia com todos, por tudo. E ela adorava isso. Adorava o fato de eu falar as coisas na cara das pessoas, a minha falta de compaixão. E eu só era assim na frente dela, com os amigos dela. E ela fazia o mesmo, e só era assim quando estava perto de mim. Comigo ela era educada, e eu com ela. Era perceptível o cuidado que tínhamos um com o outro, para não discutirmos nunca.
E foi o princípio do fim. O que eu mais gostava nela e ela em mim era nossa habilidade para discutir e desmoralizar nossos opositores. E um dia discutimos… Não percebemos como nossa relação era frágil e vulnerável a apenas uma discussão. Uma discussão boba, mas ofensiva. Ela quis, então, medir forças comigo. E eu com ela. E numa guerra ninguém vence, os dois perdem. Os dois perderam.
Thiago dos Reis aprendeu que discutir nem sempre é a solução e que maltratar as pessoas não é correcto.
Posted by: Thiago dos Reis
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Hiiiiiiii… já tive um relacionamento assim tb… 4 anos sem brigas e na primeira, tudo foi-se agua abaixo…
é bom brigar de vez em quando, só pra testar!
rs
By: Rackel on August 9th, 2008
at 5:17 pm
Olá!
Obrigada pelo comentário no meu texto!!
Achei mto interessante o seu… nunca tinha entrado( só minha amiga Rackel aq de cima rs).
Vamos aguardar agora a analise né… o Legal dos relacionamentos é q cada pessoa consegue se enxergar um pouco nos seus relatos… é confortante saber q não somos os únicos a passar por isso…
Bjooo
By: Vica on August 9th, 2008
at 5:30 pm
Cara, adorei encontrar esses estudos aqui. Sabe que é exatamente assim, sempre assim, né… A gente se apaixona pelas coisas que nos agradam enquanto as estamos procurando, e aí tudo é muito interessante, e os defeitos parecem qualidades, e quando a gente já encontrou o que queria, acostuma, e começa a perceber que aquilo que outrora admirávamos, são justamente os defeitos que irão infernizar nossos momentos futuros! Ai, choques de realidade. É a vida, companheiro… é a vida!!!!
Abraços.
By: Nine on August 10th, 2008
at 1:26 am
Querido, obrigada pela visita ao INTIMIDADE. Volte sempre que quiser. E nem precisa bater na porte. Ela esta sempre aberta…entre, tire os sapatos, beba alguma coisa e se quiser deixo voce levar uma flor.Assim, poderá lembrar de mim. E acreditara que todo encontro acontece simples e sutil. E há encontros que são abismais e vulcanicos. Movem o mundo. por isso sua dosse deve ser exatamente na proporção exata. Pra que ninguem se afunde num buraco ou saia queimado de larvas ardes. ENCONTROS devem ser sutis e simples….
Beijos muitos a ti!
By: Tamara on August 10th, 2008
at 11:58 am
Oi, Thiago…
Vim até aqui agradecer tua visita em meu blog…
Quanto a morar em POA, bem, é uma questão de gostar de viver se deslocando para longas distâncias, de ouvir muito barulho - leia-se: carros buzinando, ônibus e caminhões freando desenfreadamente… rsrsrs
PArticularmente, estou “mexendo os pauzinhos” para sair daqui, e ir morar em Santa Cruz do Sul - cidade que vale a pena. Na minha opinição, claro.
Abraços.
Ah, e volte sempre que quiser…. O café está sempre no ponto. É só chegar.
By: Nine on August 12th, 2008
at 12:25 am
Meu “relacionamento” atual se assemelha com o 1º! Só naum sei se as visões de mundo são realmente tão diferentes…
bjkss
By: Lily on August 12th, 2008
at 4:53 am