Uma Viagem de Metrô..
Um casal, uma estação de metrô e uma caixa de bombons… Talvez, uma lição de vida.
27/08/2008 - 3 Comentários
Grandes Compromissos. A vida é cheia de compromissos. Uns mais importantes, outros menos, mas são vários.

Todos nós já tivemos algum compromisso importantíssimo, o qual foi marcado com antecedência e cuja espera pelo momento foi cheia de ansiedade e angústia. Angústia pelo tempo não passar, angústia pelo momento não chegar. Recomendo escutar esta música do Pato Fu antes, durante ou depois de ler este texto.
Ah, o compromisso está marcado. Horário e locais definidos, tudo correto, exceto por um detalhe: Ainda faltavam três dias! Como eu podia esperar por três dias? Passa tempo, passa! Todos já viveram situação parecida. O tempo insiste em não passar. Olhei para o relógio. Domingo, 22:10. Ainda faltam mais de sessenta horas para o grande momento. Uma angústia tomou conta de mim…

O relógio tá de mal comigo!
Bem, vou jogar um joguinho de videogame que tenho no computador, ele faz o tempo passar mais rápido. Iniciado o jogo. O tempo começa a passar, mas o compromisso não sai da cabeça. Está lá no fundo dos meus pensamentos. Em meu subconsciente, pulando para o consciente em estalos. Enjoei do jogo. Vou ler, o leitor de feeds já está aberto mesmo. Passo a vista nos títulos dos textos, nenhum deles me agrada. Penso em pegar uma cerveja, mas ao levantar da cadeira lembro-me de que a que estava vazia do lado do monitor era a última. Olho novamente para o relógio, 22:12. Maldito tempo!
Incontido e já cansado, vou deitar-me horas depois. Opa, já são 3:00 de segunda-feira. O tempo passou! Lembro, feliz, que ao acordar já serão 10:00 e sete horas terão passado. A segunda-feira começa. À tarde, sento-me na cadeira do computador. Imagino o paradoxo que estou vivendo: A cada momento que passa é um segundo a menos para o grande dia. Conto até cinco e então são cinco segundos que se passaram. Percebo que estou batendo com os dedos na mesa, sinal de ansiedade.
Por que isso acontece? Veremos, o tempo passa mais devagar quando queremos que passe depressa. É como se, ao querer que o tempo passe mais rápido, acelerássemos nosso metabolismo psíquico e, com isso, o tempo, que sempre é o mesmo, parecesse passar mais devagar. O contrário acontece quando estamos com alguém especial, por exemplo. Queremos aproveitar o momento ao máximo e acabamos reduzindo a velocidade de nosso metabolismo psíquico. Quando nos damos conta, o tempo passou mais rápido do que esperávamos. É praticamente incontrolável e a maioria absoluta das pessoas não tem autocontrole suficiente para mudar isto. Pensei que eu tivesse esse controle. Infelizmente, me enganei.

Daqui pro futuro só falta um piscar. Cada momento que passa
é um instante a menos para a hora chegar.
A terça-feira chega. Mil situações já passaram pela minha cabeça. Como vai ser? Crio filmes em minha mente, imagino como será. Penso no que fazer, como reagir a tudo.. A ansiedade não cessa, o relógio teima em não ajudar. Anda, ponteiro, anda! Penso que em menos de 24 horas já estarei em meu compromisso. Imagino como deve ser boa a sensação de quando a espera acabar, o alívio. Tento me concentrar em outra coisa, mas já é impossível.
Frio na barriga. Medo. E se tudo der errado? As expectativas todas, jogadas no lixo! Tantos filmes que criei em minha mente, todos eles serão deletados assim, do nada? Como vou me recuperar? Sinto um frio na barriga, o momento está chegando. Uma euforia toma conta de mim, juntando-se ao medo, à ansiedade e à angústia. Uma euforia inexplicável. Minha aura se eleva, sinto vontade de pular. Sorrio. Isso havia acontecido na segunda-feira, mas agora é mais forte. Agora é real! Faltam menos de doze horas!
Essa euforia inexplicável talvez tenha explicação. Apesar do medo, o otimismo prevalece, a vontade de viver o momento e fazer com que tudo seja perfeito é maior. Como um jogador antes de uma decisão ou um ator antes de sua maior apresentação, o combustível que o alimenta é esse. Uma espécie de adrenalina.
E o momento chega. A espera acaba, a angústia cessa. Agora, tempo, passe devagar, por favor. Eu quero aproveitar. E depois do compromisso, restam as lembranças.
Thiago dos Reis é amigo do tempo e pensa que o mesmo tempo que nos trai também pode nos ajudar.
Update: Este post foi pedido de uma leitora, pedido este aqui atendido. ;)
Posted by: Thiago dos Reis
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As horas, o tempo, o “tic-tac” do relégio, cada segundo, cada minuto, cada hora fez de mim hoje um ser com duas décadas de vida.
By: Tiago on July 5th, 2008
at 3:07 am
huauhauhauhuhauhah
realmente isso acontece,eh um bom ponto d vista
gostei do texto e da explicaçao do metabolismo,faz sentido
a musica eh boa ^^
By: Rafael Galvão on July 5th, 2008
at 5:46 am
Texto fofys…
Como vc….
Thi-amuuuuuuuuu
S2
4EVER
By: Nicole Chutee on July 5th, 2008
at 12:41 pm
Obrigada por ter atendido ao meu pedido….
Mas (sempre eles!!!), no meu entendimento,
faltou nele sua maior característica:
onde está a sensibilidade, a sutileza,
o dizer aquilo que gostaríamos de falar,
a alma refletida????
A razão se sobrepôs à emoção…
Faltou o calor, o tempero, o charme
do seu texto sentimental e verdadeiro.
Faltou escrever no momento…
Bjsssssss
By: Leitora on July 5th, 2008
at 12:54 pm
Grandes escolhas…
Sentimentos incontidos…
Cada momento que passa é um segundo a menos…
Acelerar, para reduzir a velocidade…
As expectativas todas, jogadas no lixo…
Como um jogador antes de uma decisão ou um ator antes de sua maior apresentação…
Thi: cabe aí a grande sabedoria popular:
O MELHOR DA FESTA É ESPERAR POR ELA…..
By: Jessica on July 5th, 2008
at 1:02 pm
Leitora, eu apenas contei a história, talvez o sentimento tenha ficado lá.
Um dia, talvez, eu fale sensivelmente sobre o assunto. Por enquanto, as mensagens estão nas entrelinhas, e apenas nelas. Não tive a capacidade, ou talvez a coragem de escancará-las…
Valeu galera!
By: Thiago dos Reis on July 5th, 2008
at 3:01 pm
Também me veio à cabeça aquela música do Claudinho e Bochecha. Ótimo post! Vou voltar mais vezes. :)
By: Júnior on July 8th, 2008
at 3:00 am