Uma Viagem de Metrô..
Um casal, uma estação de metrô e uma caixa de bombons… Talvez, uma lição de vida.
27/08/2008 - 3 Comentários
Objetivos, planos, metas traçadas.. Quem não os tem? A ambição é algo natural do ser humano, somos movidos por metas.
Temos uma necessidade e a satisfazemos. Então, vemos outra necessidade e buscamos satisfazê-la. Isso é um ciclo infinito. Afinal, qual é o ser humano que não quer melhorar sua vida? Sempre podemos melhorar e estamos sempre tentando.
Às vezes não conseguimos evoluir, ficamos presos, a vida congela. E então, como um animal preso, nos debatemos desesperados e esperneamos para sair do lugar, ou então nos acomodamos. A acomodação é pior que o desespero, e posso explicar o por quê.

Como é bom deitar e relaxar… A vida que se dane!
Ao nos desesperarmos, tentamos de alguma forma mudar nossa situação. Seja por meios próprios ou de terceiros. Muitas vezes agredimos a nós mesmos e às pessoas próximas de nós por causa disso. Quem nunca viu o pai, a mãe ou algum conhecido chegar em casa mal humorado do trabalho? E então, este mal humor reflete na relação com a família. É um caso de agressão a terceiros.
Não falo de agressão física, mas psicológica. Mal humor é um dos ’sintomas’, é algo insconsciente, a necessidade de chamar a atenção. Quando nosso cérebro vê que não consegue resolver o problema sozinho, ele pede a ajuda de terceiros. Como o consciente não permite (por ego ou qualquer outra razão) que façamos isto diretamente, fazemos indiretamente, chamando a atenção. Afinal, se estamos de mal humor todo mundo nota. O desejo real é que alguém perceba a situação por trás do mal humor e nos ajude, ou na pior das hipóteses, nos conforte.
Isso geralmente não acontece, pois as pessoas ao redor não entendem isso e condenam a atitude negativa e reagem negativamente a ela. E como isto não é matemática, a negatividade atrai mais negatividade e a relação só piora. A dificuldade está em focalizarmos o problema e separarmos as coisas. Podemos cobrar as pessoas próximas por não nos ajudarem (isso até pode ser correto) mas não podemos descontar nossa frustração nelas, isso seria apenas uma fútil tentativa de chamar a atenção.
Isto é muito comum, mas mais comum ainda é a acomodação. Temos metas, objetivos, mas já ganhamos relativamente bem ─ou não─, temos um parceiro ─ou não─ e nos acomodamos com a situação. Reclamamos da vida mas não fazemos nada para mudá-la. Somos mortos-vivos, vivendo um dia após o outro sem esperar mudança alguma. A acomodação é o estágio mais perto do fracasso, pois ela leva a ele. É sinal de que não temos força para lutar mas não admitimos isto. Quem se debate ainda tem alguma força mas quem se acomoda já a perdeu.
Muitas vezes não sabemos nem onde queremos chegar, apenas temos metas.. Comprar um carro, uma casa, conseguir um namorado, uma namorada, qualquer que seja a meta. Por instinto e necessidade, fazemos o possível para alcançá-las e sanar nosso desejo. Mas não sabemos nem por onde começar. Oras, como se espera chegar ao fim de uma estrada se não sabemos sequer em qual estrada viajar?

Nem sempre a estrada tem placa de sinalização
indicando o caminho correto..
Temos de saber por qual estrada trilhar para alcançar nossos objetivos. Se queremos comprar uma casa, por exemplo, como faremos? O dinheiro não irá cair do céu, temos de escolher uma estrada e trilhar por ela, sempre com muito cuidado. Cuidado, pois a vida dá voltas e a estrada pode conter vários obstáculos e devemos ter força e calma para superá-los. Este mesmo exemplo serve para qualquer outra meta que tenhamos.
Thiago dos Reis não sabe o que quer, mas sabe que quer!
Posted by: Thiago dos Reis
Categories:
Análises
Espelhando
Muito boa essa sua reflexão chara!
Hoje percebo o quanto nossas pequenas atitudes nos levam a trilhar estradas tão desconhecidas mais ao mesmo tempo tão iluminadas de boas energias.
Ao invés de sermos negativos e com essa carga caminhar ao apagar das luzes.
Um super abraço!
By: Tiago on May 31st, 2008
at 5:34 pm
Olá, está sendo um prazer ler os seus escritos que me foram indicados pela Valéria. Sim essa história de mal humor… Ninguém tem culpa pelo outro não conseguir pedir ajuda. Ninguém tem culpa pelo próprio mal estar. Então, o outro sofre, a vítima do mal homorado, sofre horrores com tal situação. Quando a vítima se enche, dane-se o resto. Acaba-se uma parceria no trabalho, um casamento, até a vontade de continuar amando esse ser mal humorado. Beijos e continue a nos brindar com suas reflexões.
By: Berenice de Fátima on June 1st, 2008
at 4:41 pm
Thiago dos Reis não sabe o que quer, mas sabe que quer! muito bom isso
e parabens pelo texto,parabens msm,foi um dos melhores q vc ja escreveu,sério! vou me lembrar dele d agora pra frente
By: Rafael Galvão on June 3rd, 2008
at 9:30 pm
Oi galera! Gostei da frase, Tiago.. Caminhar ao apagar das luzes..
Berê, gostei dos seus textos, muito mesmo! É, o problema dessa negatividade pode ser o fim de enormes parcerias..
Rafael, só não pode se acomodar!
By: Thiago dos Reis on June 4th, 2008
at 6:06 am