Uma Viagem de Metrô..
Um casal, uma estação de metrô e uma caixa de bombons… Talvez, uma lição de vida.
27/08/2008 - 3 Comentários
Particularmente sou fã de despedidas. Ah, como gosto… Ele e ela estão juntos, de mãos dadas. Caminham até o ponto de ônibus. Tudo muito simples, passos lentos. Ela irá para um lado da cidade, ele para o outro.

O ônibus dela chega primeiro, em cinco minutos. Cinco minutos que passam em um segundo. A saudade já toma conta dos dois. O coração dele bate mais forte. O dela bateria, se não estivesse se despedaçando. Um sente a presença do outro mais do que nunca, suas auras estão unidas. E então chega a hora. Um beijo, um abraço interminável, todo o sentimento espremido em dez segundos de abraço. Dez segundos que duram uma eternidade, e ao mesmo tempo parecem passar em um décimo de segundo. E ela vai embora.
A despedida é o início de um novo encontro entre duas pessoas. Se a despedida é boa, cria um estímulo para um reencontro, a saudade vem antes da partida e aumenta depois dela. Uma boa despedida torna um reencontro quase que obrigatório, alimentando o sentimento entre as pessoas e reforçando em nosso inconsciente a sensação agradável que tivemos durante o encontro.

Adeus Rick.. Deus lhe abençoe.
Em contrapartida, uma má despedida pode nos deixar com uma sensação desagradável, como de que ‘faltou algo’. Na verdade, um certo vazio. Um vazio diferente e ruim. Digo diferente, pois uma boa despedida, marcante, também nos deixa com um vazio. Mas é o vazio da saudade antecipada, da não-presença da pessoa querida. Não sei definir uma má despedida, tampouco uma boa despedida. São fatores que dependem muito das pessoas envolvidas, posso apenas mostrar minha opinião e dizer que gosto de despedidas como a citada no primeiro parágrafo.
Calorosas despedidas são como um convite ‘venha me ver novamente’, é como a ventania que anuncia a tempestade. A despedida, como a ventania, devasta nossas emoções, nos traz inúmeros sentimentos de uma vez só. Aquela vontade de congelar o tempo, aquela saudade antecipada, aquele sofrimento. E junto vem aquela felicidade de estar com a pessoa querida, a lembrança de bons momentos e a vontade de fazer o tempo passar rapidamente até o próximo encontro. Depois da despedida, a tempestade. Corações partidos, divididos. Cada um para seu lado.

A tempestade está chegando.. O céu até está nublado.
E então vivemos um paradoxo… Quando queremos estar com alguém, cada instante sem essa pessoa passa como um instante perdido, mas cada instante que passa é um segundo a menos até o reencontro. Muita gente não gosta de despedidas. É um sofrimento a mais, um sofrimento que poderia ser evitado. Ora, se a ida não pode ser evitada que a despedida seja prazerosa, no mínimo. Esconder sentimentos e evitar o adeus não muda o fato de que as duas pessoas vão se separar em alguns instantes.
Devo ter algum tipo de paranóia, pois me sinto incomodado quando alguém sai de minha presença sem se despedir. Eu e a Aline nos confrontávamos muito por causa disso. Ela costumava desligar o messenger sem aviso e isso me frustrava. Depois de um tempo aprendi a respeitar isso e ela a dizer ‘tchau’, mas sempre que alguém se vai espero um ‘xauzin’ pelo menos. Afinal, é uma palavra tão bonita, ‘xauzin’.. Quanto às despedidas, adoro! Mas ainda prefiro a presença da pessoa querida, sempre!
Thiago dos Reis se despede por hoje, mas promete voltar!
Update: A primeira imagem é do filme Casablanca, um dos melhores da história do cinema. Quem quiser ver a cena final, está aqui.
Posted by: Thiago dos Reis
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Espelhando
Saudade
Lindoooooooooooooo!!!!
Nada a comentar…. Completo!!!!
Aline: Diga sempre até a próxima pro Thiago (hehehehe).
By: Jessica? on June 12th, 2008
at 12:32 am
Particularmente não sou fã de despedidas,acho muito triste e acabo ficando com a sensaçao de vazio por dias =\
mas parabens pelo texto :D
By: Rafael Galvão on June 12th, 2008
at 3:51 am
Fala Thiagão, tudo bem?
Parabéns chara, falou exatamente tudo sobre as coisas que giram em torno de uma despedida.
Carrego algumas palavras de Chaplin, que tem muito haver com isso que você falou:
“Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, é por que cada pessoa é única e nenhuma substitui, a outra. Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha,e não nos deixa só,por que deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela, responsabilidade da vida é a prova de que as pessoas não se encontram por acaso.”
Vou colocar seu espaço no meu Blogroll. :)
Abração
By: Tiago on June 17th, 2008
at 10:08 pm
Essa sensação de vazio, algo que se foi, um pedaço arrancado de nós…
É melhor ainda sabendo que alguém sente isso.
Como disse o grande Tiago acima, na frase de Chaplin..
Esse grande vazio que sentimos é o pedaço de nós que a pessoa levou.. Legal reflectir sobre isso..
By: Thiago dos Reis on June 20th, 2008
at 1:09 am