Uma Viagem de Metrô..
Um casal, uma estação de metrô e uma caixa de bombons… Talvez, uma lição de vida.
27/08/2008 - 3 Comentários
As mulheres só nos fazem sofrer. Acho que vou desistir dos homens. Quantas vezes já ouvimos ou dissemos algo parecido? Li esta semana essas duas frases, de um amigo e uma amiga. Ambos falando de casos diferentes, mas com um ponto em comum: a confiança perdida.

A maioria dos seres humanos são desconfiados. Blindamos nosso coração e selecionamos cuidadosamente as pessoas em quem confiamos. Ao entregar um pouco de confiança a alguém, é como se abríssemos a porta do nosso coração, retirássemos um pedacinho dele e entregássemos a essa pessoa. Nos sentimos vulneráveis, afinal, retiramos a blindagem e abrimos a guarda. Junto com nossa confiança, entregamos à pessoa a chance de nos golpear.

Ele não confia nela, esse é o resultado..
Essa vulnerabilidade talvez explique o porquê de sermos desconfiados. Afinal, ninguém quer levar golpes à toa. Mas por que tanta desconfiança? Qual é o problema de sofrer esses golpes? Até entendo que traição dói. Dói muito. Mas em alguns casos, não deveria doer tanto. Se um rapaz confia numa mulher e esta trai sua confiança de alguma forma, é traição. Mas, se não tinham um relacionamento fixo, qual é o problema? Ninguém sai por aí dizendo ‘confie em mim‘, nós confiamos por vontade própria. Afinal, a base de um relacionamento é a confiança e se não confiarmos, não podemos progredir.
O fato é que se abrimos a porta de nosso coração, retiramos um pedaço dele e entregamos a uma pessoa, começamos a nos importar com o que essa pessoa faz desse pedaço que entregamos. Se ela o guarda bem, se cuida dele ou se simplesmente o joga no lixo. E nos importamos até demais. Se essa pessoa não age bem e joga esse pedaço de coração no lixo, isso nos magoa, é claro. E então, naturalmente, re-blindamos nosso coração. Fortificamos a blindagem e passamos a não confiar tão facilmente nas outras pessoas.
Ou começamos a confiar desconfiando. Seria como se entregássemos um pedacinho de nosso coração a alguém mas colocássemos um visor, para saber o que essa pessoa está fazendo com ele. É uma forma de aliviar nossa culpa por confiar nas pessoas. Esquecemos, no entanto, que se a pessoa desperdiçar nossa confiança a dor será a mesma. Seja confiando plenamente ou confiando-desconfiando, quando alguém nos trai dói do mesmo jeito. Confiar desconfiando é apenas uma ilusão que criamos para nós mesmos, uma forma de nos iludirmos ao tentar nos certificar de que não estamos sendo enganados.

Eles sempre confiaram um no outro..
Quando entrego um pedaço de meu coração a alguma pessoa ─o que, confesso, é raro─, tento não me importar com o que essa pessoa fará desse pedaço. Se vai cuidar dele, se vai jogar no lixo, pisar nele, ou qualquer outra coisa. Afinal, se já o entreguei, o pedaço não é mais meu, é dela. E ela faz o que bem entender com ele. Se desperdiçá-lo, hei de ficar triste mas não posso me maltratar por isso. Não podemos acertar sempre, se eu m’enganar e confiar em alguém que não merece, o máximo que posso fazer é deixar de confiar nessa pessoa e tentar aprender com o erro. Se passar a superprotegê-lo, posso me privar de algum sofrimento, mas me privarei também das felicidades.
Um bom exemplo seria o de uma casa.. Imaginemos uma casa. A casa é segura mas um dia é assaltada. Alguém passa pelo sistema de segurança e consegue roubá-la. E então, logo no dia seguinte o dono instala vários equipamentos de segurança, compra cachorros ferozes e dispostos a atacar qualquer invasor, coloca cercas elétricas e arame farpado. A casa agora é uma fortaleza. Mais segura não há. Nenhum malfeitor irá adentrá-la. Porém, o dono da casa terá dificuldade em receber visitas de amigos, uma vez que estes também terão que passar pela segurança e pelos cachorros ferozes.
É o que fazemos com nosso coração. Ao desconfiarmos em demasia, impedimos a entrada não só de pessoas ruins, mas também das boas. Não sofremos mas também deixamos de viver inúmeras alegrias. Confiar não é nada demais, e se alguém rompe nossa confiança, devemos partir pra próxima. Afinal, é como um jogo de erros e acertos. Se erramos uma vez sempre podemos acertar na próxima!
Thiago dos Reis seleciona as pessoas nas quais deposita sua confiança mas geralmente erra. Errar é humano, oras!
Posted by: Thiago dos Reis
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Espelhando
Ah….
Nada como um homem romântico, que escreve bem.
Adoro homens que sabem por pra fora o que sentem e não tem vergonha.
Você entra no PdH, né? E lê o Ladies Room, eu já vi você lá.
Queria que você lesse meu texto e coloca-se um comentário, faz isso pra mim?
Entra no link:
http://papodehomem.com.br/o-que-no-fazer-para-ter-um-namorado-no-dia-dos-namorados/
Agradeço de coração. Gosto de pessoas inteligentes postando!
Beijos
Georgia (lá eu sou Sandrinha por causa do forum)
By: Sandrinha on June 18th, 2008
at 1:52 pm
Correto… mas não posso falar nada, pois tenho consciência de que tenho uma fortaleza em torno de mim. Isso desde meus 11 anos… pode parecer mentira, mas não é… nem meus melhores amigos sabem o que eu penso.
Apesar de ser triste, é a verdade. Quando tinha 11 anos, uma pessoa me feriu de uma forma terrível… foi uma menina que, supostamente, era minha amiga… depois disso, achei difícil contar para qualquer pessoa os meus pensamentos… por isso criei um blog aos 14 anos, fica mais fácil confiar segredos a quem você não conhece, pois sabe que a pessoa não vai te ferir com as mesmas armas que uma outra que está do seu lado.
É isso, mais um desabafo meu
Au revoir, mon amour
(francês é uma lingua linda…)
By: Alice Teixeira on June 18th, 2008
at 1:54 pm
como sempre… muito bom o texto!!!
acho q a melhor maneira d conhecermos uma pessoa eh confiando nela,só assim vc verah se a pessoa eh digna d confiança.
By: Rafael Galvão on June 18th, 2008
at 7:44 pm
Obrigada por ter lido meu texto no blog. O tema é polêmico justamente por causa de homens e falsas moralistas que fazem escondido.
E concordo com você quando diz pra delimitar um prazo é claro que é isso!!!!
Fácil falar, mais fácil ainda fazer. Mulher não foi feita pra abortar, mas deveria sim, ter prazo, quantidade, cada vez que fizesse deveria ter que acompanhar alguma palestra ou o próprio médico já colocaria algum contraceptivo subcutâneo.
Tá, eu estou delirando, achando que aqui é primeiro mundo. Mas no primeiro mundo,onde as mulheres deveriam ser mais esclarecidas, a quantidade de aborto é enorme também.
Aquela do Olocomeu de dizer que não usa camisinha e não vai fazer apologia ao uso, só mostra o preconceito, inclusive religioso dos homens.
Ufa!!! Desculpe o desabafo.
E obrigada mais uma vez por compartilhar idéias.
Beijos
Georgia
By: Sandrinha on June 19th, 2008
at 12:04 pm
Para todos os efeitos existe “super-bonder”, se um pedaço do seu coração foi jogado fora, recoloque-o no lugar…oras!!!
O grande problema é que temos a mania de depositar a responsabilidade da nossa felicidade em outrem, sendo que nos somos os únicos responsáveis…
:*
By: Ká on June 19th, 2008
at 8:23 pm
Vivo distribuindo pedaços do meu coração…
Nunca me arrependo disso… Sou verdadeira, e
não conseguiria fazer de outra forma… Não
estou somente me referindo ao relacionamento
amoroso entre Homem e Mulher, mas, principalmente
aos relacionamentos de amizade…
Se a pessoa não foi digna da minha confiança, tenho
plena convicção de quem vai sair perdendo é ela, e
não eu… Não creio que “super-bonder” resolva
problema de coração partido. Prefiro a aderência
natural, daquelas que demoram tempo, deixam cicatrizes,
doem na alma. Deixam marcas eternas, mas representam
aprendizados também eternos. Não estou querendo dizer
que se aprende a não confiar nas pessoas… Ao contrário!!! Acredito que devemos confiar sempre, que
muito mais vale uma marca no coração do que um coração
sem utilidade, “blindado”, novo, brilhante… porém sem conteúdo. Até corações de pedra ganham uns “risquinhos” que os diferenciam, que os tornam mais bonitos, que os tornam humanos…
By: Monica on June 23rd, 2008
at 12:25 pm
Obrigado pelo elogio, Sandrinha. Já li o texto na PdH e comentei lá. :]
Alice, não crie uma fortaleza. Tudo o que é duro pode ser quebrado.. O que é mole e maleável não. Pense nisso. :)
Rafael, concordo.
Ká, realmente depositamos a responsabilidade de nossa felicidade em outra pessoa.. na verdade não devemos buscar alguém que nos faça feliz, e sim alguém que nos ajude a ser feliz e seja feliz conosco.. Seria uma boa.
Mônica, belo relato. Gostei muito mesmo. Um coração novo, que nunca foi usado, na verdade não é belo. Belos são aqueles corações machucados, cheios de cicatrizes, que foram entregues a várias pessoas. E que recebeu pedaço de várias pessoas, também.
:]
By: Thiago dos Reis on June 24th, 2008
at 2:00 am
Qual foi a pergunta?
Se eu confio em você? se foi essa, já disse, acho mais fácil confiar em quem não me conhece, não está no mesmo círculo que eu…
se a pergunta foi outra, me perdoe, não sei qual foi…
^^
Au revoir
Paz
=]
By: Alice Teixeira on June 26th, 2008
at 3:26 am
èh Thiii, to começando a concordar com vc!
a confiança é como um cristal, depois de quebrado.. acho impossível reconstruí-lo! espero que vc possa fazer parte do meu circulo de confianças! hahahaha
acho que já faz =)
By: Paula Gíudice on July 26th, 2008
at 4:44 pm