Saudade
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Posted by Thiago dos Reis on 11 Jun 2008 | Tagged as: Análises, Espelhando, Saudade
Particularmente sou fã de despedidas. Ah, como gosto… Ele e ela estão juntos, de mãos dadas. Caminham até o ponto de ônibus. Tudo muito simples, passos lentos. Ela irá para um lado da cidade, ele para o outro. O ônibus dela chega primeiro, em cinco minutos. Cinco minutos que passam em um segundo. A saudade já toma conta dos dois. O coração dele bate mais forte. O dela bateria, se não estivesse se despedaçando. Um sente a presença do outro mais do que nunca, suas auras estão unidas. E então chega a hora. Um beijo, um abraço interminável, todo o sentimento espremido em dez segundos de abraço. Dez segundos que duram uma eternidade, e ao mesmo tempo parecem passar em um décimo de segundo. E ela vai embora.
A despedida é o início de um novo encontro entre duas pessoas. Se a despedida é boa, cria um estímulo para um reencontro, a saudade vem antes da partida e aumenta depois dela. Uma boa despedida torna um reencontro quase que obrigatório, alimentando o sentimento entre as pessoas e reforçando em nosso inconsciente a sensação agradável que tivemos durante o encontro.
Posted by Thiago dos Reis on 04 Jun 2008 | Tagged as: Espelhando, Saudade
Estamos no Outono, eu sei. Mas no hemisfério norte é Primavera. Particularmente, gosto de calor. Talvez isto explique meu gosto pela Primavera, visto que é a estação que separa o Inverno do Verão. É a estação em que as flores renascem, a fauna e a flora terrestres se reflorescem e a cada dia o Verão está mais próximo. Gosto muito de uma música do Los Hermanos chamada Primavera.
A música começa assim:
Primavera se foi, e com ela meu amor
quem me dera poder consertar tudo que fiz
Esquecendo o contexto da música e focando só nesses dois versos, percebemos a analogia com algo tão comum em nossas vidas: a perda. Não damos o devido valor a algo enquanto temos, e só após a perda lembramo-nos o quão importante aquilo era prá gente. Objetos, bens materiais, pessoas, sentimentos… desperdiçamos momentos de prazer e felicidade por desvalorizar coisas boas que estão próximas de nós.
Posted by Thiago dos Reis on 28 Mar 2008 | Tagged as: Espelhando, Saudade, Teorias
A vida dá voltas, o mundo dá voltas. As vezes conhecemos a pessoa certa, na hora errada. As vezes a hora é certa, mas quem está presente é a pessoa errada. Não acredito que exista apenas uma pessoa certa para cada um. Há várias pessoas que nos completam, cubram nossas falhas, e pessoas a quem completamos.
A vida dá voltas. Pessoas que se vão hoje podem voltar mais tarde, em uma hora mais apropriada. Podemos conhecer a pessoa certa, hoje, e só nos dar conta disso anos depois. Como existem várias pessoas certas, podemos encontrar outra pessoa nesse meio tempo, então a pessoa do passado será apenas esquecida. E isto não é triste, pois essa pessoa também encontrará alguém.

Não deixe o tempo escorrer por suas mãos
Posted by Thiago dos Reis on 24 Feb 2008 | Tagged as: Análises, Espelhando, Saudade
Este blogueiro tirou o sábado para reflexão. Foi um dia difícil. Mais difícil do que muitos possam imaginar.

Essa imagem retrata como me senti hoje.
Por que as pessoas boas sofrem? O que a santa entidade ─e entenda isso como Deus, Buda, Maomé ou seja lá o que for, dependendo se sua religião─ pretende? Acredito que tudo acontece por um motivo ─e desculpem-me os ateus, mas pulem este parágrafo─, que as coisas ruins acontecem para nos fortalecer e as coisas boas são recompensas e ao mesmo tempo testes, e que nosso espírito evolui dia após dia.
Não concordo com isso mas não tenho escolha, portanto se é assim que as coisas são, aceito-as assim. Ultimamente tenho falado muito sobre um sentimento de incapacidade, inutilidade. Esse é um dos piores sentimentos que existem. Pense num peixe fora d’água. Ele está morrendo pela falta de água, se debate, se contorce, luta desesperadamente contra a morte iminente. Ele tenta, mas é inútil, está cada vez mais fraco. Suas forças vão diminuindo gradativamente. É a mesma coisa. Você tenta fugir desse sentimento, se debate, faz o que pode, mas nada, nada é suficiente. E a culpa não é sua, você é inútil e não pode mudar a realidade.
Há um ditado muito famoso, muito clichê mas muito sábio que diz ‘Nada como um dia após o outro’. Ao contrário do peixe, nossos sentimentos e a força de espírito renascem das cinzas, ainda mais forte. O sofrimento molda o caráter, a experiência é levada para o resto da vida, as feridas jamais cicatrizam e sempre serão lembradas no subconsciente. Isso interferirá diretamente em nossas decisões, permanentemente. É o ciclo da vida, que se cumpre.
É fácil parar de sofrer, basta parar de se importar. Feito isso, mais fácil ainda é julgar o sentimento alheio. Disse o grande poeta e escritor Carlos Drummond de Andrade: ‘A dor é inevitável, o sofrimento opcional’. Ao sofrer um golpe da vida nunca saímos ilesos, mas sofrer por isso é uma opção. Podemos sentir a dor lutando contra ela, se debatendo e enfrentando-a ou nos rendendo ao sofrimento e esperar que ela passe misericordiosamente. Ao proferir tal frase, Carlos Drummond julgou o sentimento alheio, dizendo ser este opcional. Afinal, se a pessoa opta por sofrer, não merece apoio? Não há uma opção entre sofrer ou não. O sofrimento é espontâneo e chega sem bater na porta ou se apresentar. Ele simplesmente vem e nos toma completamente, como um parasita. Muitas vezes nos toma nossas forças e nos impede de lutar contra ele. É nesse momento que precisamos de apoio, força extra. É dever do ser humano tentar apoiar seu próximo. Muitas pessoas não sabem como fazê-lo mas o simples ato de tentar já é louvável.

Não custa nada estender a mão
Por fim, este blogueiro deseja que todos lutem contra as pancadas que a vida nos dá e que, caso percam as forças, deixem-se ajudar, lembrando que ‘alegria compartilhada se multiplica, tristeza compartilhada se divide’.
Thiago dos Reis refletiu muito durante o sábado, não chegando a uma conclusão.
Posted by Thiago dos Reis on 19 Feb 2008 | Tagged as: Espelhando, Saudade
Estou há 40 minutos pensando no que escrever. São 1h05 da manhã e eu acordo cedo, meus dias têm sido cansativos e isso há de piorar.
Saudade é uma palavra que só existe na língua portuguesa, não há tradução. Em inglês, I miss you é algo como ’sinto sua falta’, mas não explica o que é a palavra saudade.
Saudade é um sentimento bom, mas ruim. Um sentimento necessário, diga-se de passagem. Saudade é sentir falta da presença de alguém. Não só isso, saudade é a falta de um sentimento bom que se teve em algum momento. Esse momento bom pode lembrar uma pessoa, uma época, um lugar, enfim, pode lembrar qualquer coisa.

Tentamos manter as ligações, sempre que possível
Na busca incessante e intermitente pela felicidade, a saudade tem papel fundamental, e vou explicar. Somente ao perder algo sabemos o valor que tem para nós. Ao perder e sentir saudade, descobrimos o valor que aquilo tinha pra gente, e pensar em algo que nos dá saudade nos enche de alegria, pois revivemos os bons sentimentos e as boas experiências que nos foram proporcionados. O lado ruim é a sensação de incapacidade. Ao ficar com saudades de uma pessoa me sinto incapaz por não poder estar com ela no momento. Ao sentir saudades de uma fase de minha vida me vem à tona a realidade cruel de que essa fase jamais voltará e não há nada que eu possa fazer a respeito.
Poderia fazer uma análise da saudade no nosso subconsciente. De onde ela vem, como surge, por quê? Deixo para outro dia, pois hoje este blogueiro precisa dormir. Veja bem, usei a palavra precisa, que deixa explícita a minha necessidade de dormir, tal o sono que estou e ao mesmo tempo deixa implícita minha vontade de ficar acordado, vontade esta que não será atendida.
Em breve falo sobre o assunto. Para quem ler este post agora a noite, desejo uma boa noite! Se ler de dia, bom dia e se ler à tarde, boa tarde!
Thiago dos Reis sente saudade de algumas pessoas, lugares e momentos, está morrendo de sono e acabou de levar um choque do monitor ao tentar limpar sua tela, descobrindo assim que a tela do monito conduz eletricidade.