Lições de Vida
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Posted by Aline Rodrigues on 01 May 2008 | Tagged as: Lições de Vida
Olá a todos. Antes de iniciar preciso me explicar, porque como disse o Thiago, escrevo uma vez a cada dois meses…Na verdade o tempo que é muito corrido, sei que muita gente estuda e trabalha também, mas Thiago escreve tão bem que ás vezes prefiro ser leitora sabe…hehehe!. Hoje, mesmo em semana de provas resolví escrever!
Hoje aconteceu algo que me fez sentir diferente, estranha, e que me fez pensar, mais do que já penso todos os dias. Estava indo dar uma volta no Centro no meu horário de almoço, quando vejo um cão, de porte grande, da raça “Fila”, amarrado em um poste em frente ao meu trabalho, com uma aparência de maus tratos. Não me contive, tinha que saber o que estava acontecendo, já que particularmente AMO animais. Comecei então a perguntar às pessoas em volta, se foi alguém que tinha abandonado, até que percebi um homem que vende balas no sinal, tratando o cachorro. Fui falar com ele e primeiro ele me disse que não sabia de quem era o cão, mas depois admitiu que era dele, mas que iría abandoná-lo, pois não o aguentava mais, e aí me começou a falar de sua vida, de como é difícil viver sem ter o que comer, ficar pedindo um prato de comida para os outros e ainda ser chamado de “vagabundo”. Aquele homem tinha a aparência de alguém muito sofrido, não deve ter pessoas que o amem, apoiem, que conversem com ele. Nesse momento entrei em pânico, não sabia se falava com meu irmão, se ligava pra uma amiga estudante de veterinária, enfim fiquei nervosa pois não admito, não me conformo com esse tipo de coisa…Ajudei o homem com alguma quantia de dinheiro e falei ” não abandona ele não…” e de resposta tive: “Pega ele pra você!” Tenho 3 cães e inclusive uma que pegamos da rua, não teria como ficar com mais um cão em casa. Liguei então para uma associação que protege animais, e eles disseram que iriam buscar o animal, pra cuidar dele e tal…E várias pessoas ficaram em volta do cão, fiquei sabendo de duas mulheres que ficaram cuidando dele e esperando o “resgate”, eu gostaria de ficar lá, ajudar, porém tinha que trabalhar, então eu ficava ligando e perguntando para minha irmã que trabalha alí perto também, o que estava acontecendo.De fato o homem o abandonara, mas o que me impressionou foi que nesse mundo em que vivemos ainda existem pessoas com um pouco de “coração”, e que não são tão egoístas e egocêntricos a ponto de pensar só em si a todo tempo.
Até que então recebo a notícia que uma mulher parou seu carro importado, e disse que ia levar o cão embora, levar ao veterinário e ficar com ele, acalmando assim todas as pessoas que estavam alí. O final foi mais feliz que eu esperava, e depois de tanta agonia pude respirar tranquilamente. O cão deve estar bem agora!
Fui criticada por ajudar aquele homem? Sim. Mas quem sou eu para julgar alguém que como tantas em nosso país vive em condições precárias como essa, tendo que trabalhar duro por um prato de comida? Não foi certa a atitude dele de abandonar o cão, aliás acho que foi sim, o cão agora sei que tem mais chances de ficar bem, de ter alguém que o cuide.
O homem, com sua ganância só conseguiu destruir a natureza, e estamos ameaçados a perdê-la. Precisamos pensar mais nos outros, fazer a nossa parte, precisamos de pessoas mais “humanas”! Eu poderia ter feito como a maioria das pessoas fazem, simplesmente ignorasse, fechassem os olhos para um fato desse e voltasse novamente para minha vida mesquinha. Não, o mundo é de quem faz a diferença! Não adianta ir na igreja como sempre falo, orar e dizer que e de Deus, mas diante de uma situação dessa não fazer nada! Um pobre cão que ao menos pode se defender!

Quando menos esperamos aparece uma luz no fim do túnel…
Aproveito o assunto para mostrar a vocês isso, e pedir que AJUDEM POR FAVOR, isso é um absurdo, temos que fazer nossa parte!
PETIÇAO: ARTISTA QUE MATOU CÃO À SEDE E À FOME VAI VOLTAR A REPETIR O ACTO
Como muitos devem saber e até ter protestado, em 2007,Guillermo Vargas Habacuc, um suposto artista, acolheu um cão abandonado de rua, atou-o a
uma corda curtíssima na parede de uma galeria de arte e ali o deixou, a morrer
lentamente de fome e sede.Durante vários dias, tanto o autor de semelhante crueldade, como os visitantes da galeria de arte presenciaram impassíveis à agonia do
pobre animal.
Até que finalmente morreu, seguramente depois de ter passado por um doloroso, absurdo e incompreensivel calvario
[http://img505.imageshack.us/img505/1990/dscn8139vk6.jpg]
[http://img339.imageshack.us/img339/5848/dscn8146pu4.jpg]
[http://img259.imageshack.us/img259/5720/dscn8153yv8.jpg]
[http://img218.imageshack.us/img218/7240/navitividad1cq9.jpg]
[http://img218.imageshack.us/img218/7937/navitividad4so6.jpg]
[http://img218.imageshack.us/img218/5895/perritoho5.jpg]
Parece-te forte?
Pois isso nao é tudo: a prestigiosa Bienal Centroamericana de Arte decidiu, incompreensivelmente, que a selvageria que acabava de ser cometida por tal sujeito era arte, e deste modo tão incompreensível Guillermo Vargas Habacuc foi convidado a repetir a sua cruel acção na dita Bienal em 2008.
Facto que podemos tentar impedir, colaborando com a assinatura
nesta petição :
http://www.petitiononline.com/13031953/petition.html
(não tem que se pagar, nem registar) para enviar a petição, de modo que este homem não seja felicitado nem chamado de ‘artista’ por tão cruel acto, por semelhante insensibilidade e disfrute com a dor alheia.
Se puseres o nome do ‘artista’ no Google, saem as fotos deste
pobre animal e seguramente também aparecerão páginas web onde poderás
confirmar a veracidade da informação.
Quanto á isso me recuso a falar, a história já diz tudo. Mas que espécie de arte é isso? Se eu pudesse faria o mesmo com esse fdp! E as pessoas em volta não fizeram nada! Aproveito esse espaço para divulgar isso e pedir a ajuda de quem ler!
Aline Rodrigues espera um dia realizar o sonho de ter uma chácara só para resgatar e cuidar de cães abandonados.
Posted by Thiago dos Reis on 16 Feb 2008 | Tagged as: Lições de Vida
Meus pais tem um quiosque aqui no Guarujá, na praia da Enseada. No começo da temporada havia um trio de mendigos que moravam na orla. Eles ficavam no gramado em frente ao quiosque o dia inteiro. Sempre bêbados. De vez em quando dormiam do lado do quiosque, na areia. No meio do dia.

Guarujá, a pérola do atlântico. Amanhecer na
praia de Pitangueiras.
Eis que um belo dia estavam tentando assaltar o quiosque ao lado quando um dos mendigos reconhece o ladrão, que saiu correndo. No dia seguinte o gatuno estava passando pela rua quando o mesmo mendigo o viu, travou uma luta com ele, conseguiu prendê-lo mas saiu ferido. Levou uma garrafada no ombro.
A dona do quiosque ao lado começou a dar almoço pros mendigos, suco, etc. Claro que do suco eles não gostavam, mas meu pai sempre dava uma garrafa de cachaça pra eles misturarem.
Depois de um tempo, meu pai os chamou pra trabalhar no quiosque. Um deles (o que lutou com o bandido) ficou trabalhando no quiosque ao lado e os outros dois no quiosque dos meus pais. Por um tempo foram os melhores funcionários que já tiveram. Chegavam mais cedo que todos (o que não é difícil quando se mora literalmente em frente ao trabalho), trabalhavam com mais empenho. Os dois juntos faziam tranquilamente (sem esforço e com bom humor) o trabalho que antes era feito por 6 funcionários (reclamando e com preguiça).
Então meu pai chamou um deles pra morar dentro do quiosque. Colocou uma televisão lá e ele dormia lá dentro, pra cuidar do quiosque. No primeiro dia tudo bem. Ele contou que durante a noite os outros dois ficaram batendo na porta pois queriam assistir a novela.
No dia seguinte ele sumiu. Pegou o dinheiro do caixa e sumiu. Disse apenas aos outros dois que o irmão dele precisava dele e que ia vê-lo.
Como é a vida, não? Por algum motivo que desconheço, o sujeito se tornou sem-teto. A situação era deprimente e ficava o dia inteiro bêbado sentado num gramado. Depois, ganhou um emprego, ganhava bem (o salário não é ruim não, ganhava mais que eu, que trabalho fazendo sites!), parecia outra pessoa, irreconhecível! Depois, ganha um lugar pra morar, com uma tevê, telefone… E joga tudo pro ar!
Os outros dois continuam trabalhando. Um no quiosque ao lado e outro no quiosque dos meus pais. Estão bem, felizes e trabalham muito bem. Também são bem mulherengos. A vida muda muito! Há algum tempo atrás, qual mulher olharia pra dois sem-teto?
É aquele ditado: ‘Vem fácil, vai fácil!’. As vezes coisas boas nos acontecem tão repentinamente que não damos o devido valor. A ficha demora pra cair e por vezes acaba nem caindo. Quanto ao sumido, espero apenas que esteja bem.
Thiago dos Reis é webmaster, ganha menos que os funcionários do quiosque de seus pais e dá valor às coisas boas que acontecem na vida, mesmo que sejam poucas.
Posted by Thiago dos Reis on 30 Jan 2008 | Tagged as: Lições de Vida
Há aquelas coisas que pensamos que só acontece conosco, contratempos que na verdade acontecem com todo mundo ─ou devem acontecer─
Sábado retrasado estava andando pela rua no meu possante quando um trio de pessoas esquisitas (dois negões gordos e um velho) pedem para que eu pare o carro. Ignorei a possibilidade de assalto e parei, então me disseram que a bateria do carro deles havia acabado e pediram a do meu carro emprestado. O carro deles era um gol velho e caindo aos pedaços, cheio de muamba e tranqueiras.

Não, eu não me pareço com esse animal
Então eu disse que não iria emprestar minha bateria mas perguntei se queriam fazer uma chupeta (eeepa). Eles toparam, mas após muito esforço o carro deles não pegou. Melhor ainda, minha bateria também acabou e eles tiveram que empurrar o meu carro pra eu poder sair dali. Uma cena linda de se ver, dois negões gordões na faixa de uns 170kg e um velho gordo na faixa de uns 120kg empurrando uma Quantum.
Desde então venho tendo problemas com a bateria, que nunca recarrega o suficiente. Até ontem consegui fazer o carro pegar mas hoje não deu jeito, tive que ir trabalhar de ônibus.
Lição aprendida: Não ajude estranhos na rua. Eles que se danem… Eles que se virem… Nunca mais paro pra ajudar nem uma velhinha aleijada sem guarda-chuva numa tempestade de granizo. Só espero que aqueles rapazes tenham conseguido voltar pra bizarrolândia a salvo.
Thiago dos Reis é uma pessoa muito solidária e adora ajudar as pessoas, desde que isso não custe tempo nem dinheiro.