Esta semana não pud’escrever aqui. Falta de tempo, compromissos, faculdade, etc. Ao rever meu leitor de feeds, me deparei com dois posts que falavam um sobre perda e outro sobre recomeço. Ao lê-los, notei a falta de percepção inicial que muitas pessoas (não os autores dos textos) têm em determinadas situações.

Ao nos depararmos com determinadas situações, pensamos como se nossas vidas fossem acabar hoje. Supervalorizamos o momento,  esquecendo que a vida continua e que tudo o que vivemos é necessário para nos fortalecer e formar nosso caráter.

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Ao invés de chorar por isso, não seria melhor pegar um pano?
Se um relacionamento acaba, simplesmente não era pra ser. Não eram almas gêmeas, os destinos não se cruzavam, etc. Já fiz alguns posts falando disso mais abertamente. Se algo nos faz sentir mal, não podemos tomar decisões preciptadas. Os maiores erros são cometidos em decisões preciptadas, principalmente de pessoas com sentimentos à flor da pele. Quando isso acontece os sentimentos transbordam, nos impedindo de enxergar a realidade e nos levando a tomar decisões erradas. Quem nunca s’arrependeu d’algo que fez por impulso?

O cachorro d’um’amiga morreu. Ela me disse q’estava sofrendo muito e que não queria mais ter cães. Seu cachorro tinha 8 anos quando morreu. Ao dizer isso ela não fazia idéia do q’estava falando. Reflita sobre o assunto. Se eu tenho um cachorro por 8 anos, faço a vida dele feliz, ele me faz mais feliz e um dia ele morre… Ao dizer que não quero mais ter cães, estou dizendo que o sofrimento da perda é maior do que as alegrias que o cachorro me causou nesses 8 anos.  Afinal, todas as nossas decisões são pesadas numa balança. Se algo é mais benéfico do que maléfico, repetimos. Se for mais maléfico, não queremos mais. No caso, minh’amiga estava dizendo indireta e inconscientemente que o sofrimento que a perda causou era maior que a alegria que o cão deu a ela durante os 8 anos que teve de vida.

Passado um tempo, mudou d’opinião e de decisão. Quando puder, ela terá um novo cão. E aproveitará a experiência anterior para melhorar a futura experiência. Afinal, agora ela já sabe que a vida de um cachorro é relativamente curta e que um dia ele irá falecer. Aprendeu a lidar com a dor e deu chance a um recomeço. O início d’algo que pode ser melhor ainda.

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Tão perto, mas tão longe..

Este exemplo mostra como os sentimentos influem em nossas decisões. A dor da perda é uma das piores existentes pois ao perdermos alguém, sua volta independe de nossa vontade ─e não falo apenas da morte, falo de todo o tipo de perda. Há alguns anos, quando blogues eram como um diário, onde as pessoas (principalmente garotas) enfeitavam com gifs animados e contavam sobre suas vidas, li em um blogue uma garota dizer que nunca mais queria namorar, pois o namorado havia a deixado. Duvido que sua decisão tenha sido mantida mas é um exemplo semelhante.

Depois da perda, o recomeço. É quando temos a chance de mudar o que fizemos d’errado, de rever nossos conceitos e fazer tudo de uma maneira melhor. Exceto por alguma tragédia, nossas vidas não irão acabar amanhã e temos tempo para nos regenerar. Grandes decisões não podem ser preciptadas e qualquer sentimento ruim irá passar. Paciência é uma virtude dos vencedores. Por mais forte que seja a tempestade, ela acaba. E depois.. Depois o sol volta a brilhar.

Thiago dos Reis é humano e toma decisões preciptadas, mas tenta corrigi-las sempre que possível.